Vida


 Tudo começa num ponto, nada começa no vazio. Ficamos à espera da hora certa, mas nem sempre ela vem. A vida é como um sopro, são umas férias da morte, são uma espécie de um sonho em uma eternidade de pesadelos. Nada é o que parece, mas também nada o que parece é. A vida é uma expectativa da morte. Tudo parece perfeito, belo e extraordinário, mas no fim como sempre acordamos, e é aí que percebemos que tudo não passou de um simples sonho, mas daqueles sonhos onde vais sempre buscar mais e mais, onde dormes, amas, ris e até choras de felicidade, um género de explosão de sentimentos, onde sentes tudo e mais alguma coisa e onde ficas feliz com uma simples troca de olhares. A vida é ingrata! Num segundo estamos em pé, no outro caímos para o lado. O que agora é o nosso chão daqui a algum tempo vai ser o nosso teto. Algo inexplicável e não venham com a treta de “é o ciclo da vida” porque não. Os melhores vão sempre primeiro. Porquê? Porque é que isto tem de ser assim? Algo que eu nunca entendi nem nunca irei entender. Não acredito naquela de renascermos, de termos outra vida depois da morte, sinto que só temos uma e acho ridículo o facto de certa gente não a aproveitar.


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